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Dum pensamento ébrio
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Até que, o quão deixa de ser ele mesmo.Como num cataclisma, se parte em pequenas formas de “e se”.Semblante que permanece livre, dentes amarelos e pele queimada do sol... São aqueles pelos indesejáveis.Quando a realidade converge junto à sensação, vence quem colocou mais fichas ou quem tinha mais a perder.
Ah senhora, perdoa eu por querer de mais, por oferecer sem perguntar. A minha eterna busca por uma faísca de realidade, um sopro direto no pulmão, um riso frouxo meio sem graça.HAHAHAH é ai que eu me pergunto, meu amor, será que tanta intensidade valeu pra te trazer de volta?
De volta ao “quão”, com ou sem cataclisma a verdade é que perdi minha única ficha.
Sem nada nas minhas veias, mais ainda com sua imagem entranhada dentro dos meus olhos.Postado por italus às 20:09 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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de um rascunho atual
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
cheguei, já estou aqui, tirei meus sapatos e os coloquei num canto da sala,
hobsbawm me disse que aqui seria mais quente, hemingway me contou que aqui não existiria.
E agora?
Sempre pensei que quando estivesse livre para seguir meu "rumo" as coisas seriam mais nítidas, mas eu continuo com minhas frustrações, essas não me abandonam, nunca.
Me sentia incompleto, vendido, mas conformado.
Como um ateu aturando a crença, isso se tornou insustentável para mim, busquei todos os meios para me manter perto da sanidade, mas era necessário abrir mão.
E assim foi feito, mas aqui não tem premio, aplausos ou tapete vermelho
"só um dedo de cachaça e um troco magro todo fim do mês"
Não faz parte de mim agir desta forma
( Rascunho original de 29/07/2013 )Postado por italus às 04:50 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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do sentimento e gratidao.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Numa agradável tarde chuvosa, não das muito comuns nesta quente cidade, tive que sair para cumprir meu dever de trabalhador.
Observando as pessoas indo e vindo,
apressadas, feias, bêbadas, lucidas, percebo algo diferente dentro de mim
algo que gritou por muito tempo, mas acabei por descobrir num dia incomum de reflexão
Percebo a cidade, sempre embaixo dos meus pés, feia, suja e quente.
Já caminhei tanto por becos escuros, com e sem álcool na mente, já me sentei em bares por todo o canto, em tantas cidades, mas só agora percebo, eu amo esses pedaços de concretos cravados numa península.
Por algum tempo estive longe e não é novidade nenhuma minha pretensão de fugir daqui o quanto antes, mas consigo lembro-me que senti sua falta, quando estive acoado no sul, mas quando voltei ela me recebeu muito bem, ela nunca reclama, sempre acolhe a todos.
Dos poetas e músicos mundialmente conhecidos e dos amigos que vivem de poesia dentro de ônibus, dos vagabundos nas madrugadas do rio vermelho, dos nostálgicos no campo grande.
Tantas vezes no solar, tomando um vento no rosto, a cabeça meio tonta por conta do álcool.
Tantas vezes em cajazeiras, com aqueles que posso chamar de amigos.
Não gosto de delongas, nem ser piegas, mas dessa vez.
Posso dizer com certa convicção.
Eu amo meus guetos, meu bares e baladas solitárias,
adoro a época do carnaval, quando posso rever alguns amigos e lembrar de outros que por mais distantes que estejam são especiais, fodidos como eu.
Poderia escrever por horas seguidas, mesmo assim não iria conseguir expor 1% da gratidão que sinto por esse pedaço de chão.
Posso estar a milhares que quilômetros, posso me apaixonar por outros bares, por outros cantos, por outros climas, mas jamais vou tirar de dentro de mim essa cidade, essas pessoas feias de sorrisos amarelos.
Esse é o meu lado bom, meu lado que sabe agradecer quando se depara com um sentimento legal dentro do meu peito.
Obrigado, São Salvador.Postado por italus às 14:48 | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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da Liberdade mental.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Passei muito tempo fiel aos meus ideais, amarrado a eles feito um judeu pregado a uma cruz
Por muitas vezes visto como rebelde ou até mesmo louco, mas fui fiel. Hoje eu deixei de lado, me aliei a tudo que achei que me alienava, mas ainda não sei ser alienado.
Sentado aqui neste computador 8, nove, 10 horas Interdiu ¹, jurando que não vendi os mesmos ideais por dois ou três salários mínimos.
Onde está minha mente? ²
Ser adequado, padronizado a pensar a agir
Aprender a querer o tacanho, aprender a agir pelo mesquinho
Onde está a minha vontade?
Libido focada em mulheres hortaliças(?), cheiras de dourado e sem nada na mente. Mas e a minha mente? Onde está?
Você a viu?
Ou a radiação de Chernobyl já te contagiou?
Ego sobre o Id, já dizia Freud.
Meu bem, desculpa pelo que te causei;
mas você me conheceu numa época muito estranha na minha vida ³
Minhas tatuagens formam um rastro de devastação, mas ainda não sei.
Hora de você se perguntar onde estará a sua?
________________________
¹ "Por dia" - Platão - Sofista do Ser.² The Pixies - Where is my mind?
³ Fight ClubPostado por italus às 11:20 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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de que Poderia estar dormindo, mas...
domingo, 29 de julho de 2012
Ontem a noite me lembro de um casalconversando sobre Marx, dentro do shopping,gostei dos sapatos do rapaz e a garota tinha pernas bonitas, mas santo deus, porque Marx?Agora estou aqui deitado, sem a menor pressa de ver o amanhecer,apenas deixo fluir como nos últimos 18 messes.A melhor ressaca dos últimos mesmos dezoito, lembro de uma bebida vermelha e amarga, também de um vinho branco Argentino, um bom vinho, depois disso só questionamentos sobre aquele maldito casal Marxista.Não é segredo que costumo a me questionar constantemente sobre a realidade, mas neste exato momento apenas espero o amanhecer, sem pressa, sem sono.Ela está do meu lado, cheira a preguiça e o reflexo dos seus cabelos dourados me agrada.Meu trabalho, meus livros, meus sapatos não mais brilhantes e o vinho Argentino. Um universo coloridinho que me cerca, mas ultimamente só me preocupo em não esquecer meus óculos escuros.Stalin/Marx, a bebida estranha e vermelha, Oasis no ipod e esse reflexo dourado com cheiro de sono. Poético? Dessa vez sim.Bom dia.Postado por italus às 15:06 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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de quanto a os acordes sobre o fim.
domingo, 8 de julho de 2012
Aqui, esperando o amanhecer
mesmo já estando claro
sinto minha pele rasgada por uma marcha fúnebre * chopin toca.
O evangelho na tevê tenta me ensinar o que meio mundo sabe
ou me manter vendado, como meio mundo tambem
a muito, na minha cabeça, um assunto permeia
o fim,
tão trágica é a forma que é posto pelo ser humano
os animais tem mais estilo quando se trata do fim
penso que nos falte essa dose de desleixo quanto ao exício
ainda são 05:59, na França 5 horas a mais
mesmo assim ela não deu as caras,
tão bom quando as palavras brotam de mim
mesmo quando já achei que elas tenham chegado ao fim
olha ele novamente, permeando meus pensamentos.
Hemingway, Cash, Harrison, Hitler.
Talvez se não tivessem tal fim, não seriam tão lembrado pela vida que tiveram, talvez.
Talvez.
Ainda espero o amanhecer e Chopin se despede
dando um fim a estas palavras
Obrigado por lê-las, elas não asiram de mim por acaso.Postado por italus às 06:12 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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da volta.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Muita coisa mudou desde a ultima vez que estive por aqui, abrindo meu peito e amostrando toda secreção que me atormenta. poético? não quando é dentro de você, assim penso.
Tenho mais cabelo no rosto, mais tinta na pele, mais álcool no sangue.
Arrumei um emprego, um bom emprego, uso roupas sociais,finalmente aprendi a me vestir.
Não tenho mais problemas com o sono, ou a falta dele, hoje em dia até gosto, de quando chega as 22 e estou caindo pelas tabelas. isso sim é viver.
Mas o que houve com meu interior? As vezes me pego pensando, se me vendi ou estou virando tudo que não gostaria, mas a verdade senhores é que não importa se você tem R$ 30,00 ou R$3.000,00 no bolso, se dorme as 5h ou acorda as 7h
Mas o importante mesmo...
Desculpe, não consigo pensar numa mentira confortante para vós. Creio que tudo isso possa ser avaliado como um grande engano.
A Humanidade é um, deus é outro, o senso de caridade, a soberania igualitária. Tudo faz parte de um grande engano, onde a mentira apenas conforta, é uma falsa paz, a mentira que satisfaz.
Então? Porque mesmo estamos aqui?
Me pergunto isso desde os 15.Postado por italus às 11:33 | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |