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  1. de que Poderia estar dormindo, mas...

    domingo, 29 de julho de 2012


    Ontem a noite me lembro de um casal
    conversando sobre Marx, dentro do shopping,
    gostei dos sapatos do rapaz e a garota tinha pernas bonitas, mas santo deus, porque Marx?

    Agora estou aqui deitado, sem a menor pressa de ver o amanhecer,
    apenas deixo fluir como nos últimos 18 messes.
    A melhor ressaca dos últimos mesmos dezoito, lembro de uma bebida vermelha e amarga, também de um vinho branco Argentino, um bom vinho, depois disso só questionamentos sobre aquele maldito casal Marxista.
    Não é segredo que costumo a me questionar constantemente sobre a realidade, mas neste exato momento apenas espero o amanhecer, sem pressa, sem sono.

    Ela está do meu lado, cheira a preguiça e o reflexo dos seus cabelos dourados me agrada.
    Meu trabalho, meus livros, meus sapatos não mais brilhantes e o vinho Argentino. Um universo coloridinho que me cerca, mas ultimamente só me preocupo em não esquecer meus óculos escuros.
    Stalin/Marx, a bebida estranha e vermelha, Oasis no ipod e esse reflexo dourado com cheiro de sono. Poético? Dessa vez sim.
    Bom dia.

  2. de quanto a os acordes sobre o fim.

    domingo, 8 de julho de 2012


    Aqui, esperando o amanhecer
    mesmo já estando claro
    sinto minha pele rasgada por uma marcha fúnebre * chopin toca.
    O evangelho na tevê tenta me ensinar o que meio mundo sabe
    ou me manter vendado, como meio mundo tambem

    a muito, na minha cabeça, um assunto permeia
    o fim,
    tão trágica é a forma que é posto pelo ser humano
    os animais tem mais estilo quando se trata do fim
    penso que nos falte essa dose de desleixo quanto ao exício

    ainda são 05:59, na França 5 horas a mais
    mesmo assim ela não deu as caras,

    tão bom quando as palavras brotam de mim
    mesmo quando já achei que elas tenham chegado ao fim
    olha ele novamente, permeando meus pensamentos.

    Hemingway, Cash, Harrison, Hitler.
    Talvez se não tivessem tal fim, não seriam tão lembrado pela vida que tiveram, talvez.
    Talvez.

    Ainda espero o amanhecer e Chopin se despede
    dando um fim a estas palavras
    Obrigado por lê-las, elas não asiram de mim por acaso.

  3. da volta.

    sexta-feira, 18 de maio de 2012

    Muita coisa mudou desde a ultima vez que estive por aqui, abrindo meu peito e amostrando toda secreção que me atormenta. poético? não quando é dentro de você, assim penso.

    Tenho mais cabelo no rosto, mais tinta na pele, mais álcool no sangue.
    Arrumei um emprego, um bom emprego, uso roupas sociais, finalmente aprendi a me vestir.
    Não tenho mais problemas com o sono, ou a falta dele, hoje em dia até gosto, de quando chega as 22 e estou caindo pelas tabelas. isso sim é viver.

    Mas o que houve com meu interior? As vezes me pego pensando, se me vendi ou estou virando tudo que não gostaria, mas a verdade senhores é que não importa se você tem R$ 30,00 ou R$3.000,00 no bolso, se dorme as 5h ou acorda as 7h
    Mas o importante mesmo...
    Desculpe, não consigo pensar numa mentira confortante para vós. Creio que tudo isso possa ser avaliado como um grande engano.
    A Humanidade é um, deus é outro, o senso de caridade, a soberania igualitária. Tudo faz parte de um grande engano, onde a mentira apenas conforta, é uma falsa paz, a mentira que satisfaz.

    Então? Porque mesmo estamos aqui?
    Me pergunto isso desde os 15.

  4. do agora e o manha.

    terça-feira, 22 de novembro de 2011

    São Três e quarenta e quatro da manhã, logo após desistir de pensar num titulo para um poema, passei a fazer nada na frente deste monitor, esperando algo grande, talvez.

    Lavei meu rosto e voltei, não consigo parar de pensar num assunto que um filme me propôs hoje. Nossas atitudes, hoje, interferem drasticamente nas nossas vidas no futuro, até ai tudo certo (Antes de pensar em como Platão ou Kafka se sentiram sobre isso, claro) mas, creio que o "pior" de tudo, é quando nossas atitudes modificam o futuro de outras pessoas.

    Não sei quanto a você, meu caro, mas eu não consigo comer meu jantar ou tomar a minha cerveja sem pensar no quão idiota ou peseudo-persuasivo eu fui com algumas pessoas, tenho consciência da minha precária, a ponto de não dormir por dias, pensando em algo que me aconteceu a 2 ou 3 anos.

    É o Turn do poker, é o check do xadrez, é tirar as chaves do bolso e por na tranca, são apenas passagens, mas, sem nada disso, não se pode chegar ao River, ao matte ou apenas abrir a porta. Reflectir, utilizar a razão, é o toque de sadismo do criador, nos observar passando pela puberdade, divertir-se vendo cada um de nós questionar-se sobre realidade.

    Pronto agora que você já sabe de uns dos demónios que me assombram, quando me ver na rua já pode dizer que me conhece, ou fazer o correto e me ignorar, ou não.

  5. da minha insonia

    terça-feira, 15 de novembro de 2011

    O grande problema de sofrer de insonia, é quando eu olho para a minha janela e vejo tudo claro.
    sinto algo tão estranho, como se estivesse fazendo algo muito errado.

    odeio acordar após as 11, mas não tenho culpa, se vou dormir as 7.

Quem escreve essa merda?