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  1. do sentimento e gratidao.

    sexta-feira, 24 de agosto de 2012


    Numa agradável tarde chuvosa, não das muito comuns nesta quente cidade, tive que sair para cumprir meu dever de trabalhador.

    Observando as pessoas indo e vindo,
    apressadas, feias, bêbadas, lucidas, percebo algo diferente dentro de mim
    algo que gritou por muito tempo, mas acabei por descobrir num dia incomum de reflexão

    Percebo a cidade, sempre embaixo dos meus pés, feia, suja e quente.
    Já caminhei tanto por becos escuros, com e sem álcool na mente, já me sentei em bares por todo o canto, em tantas cidades, mas só agora percebo, eu amo esses pedaços de concretos cravados numa península.

    Por algum tempo estive longe e não é novidade nenhuma minha pretensão de fugir daqui o quanto antes, mas consigo lembro-me que senti sua falta, quando estive acoado no sul, mas quando voltei ela me recebeu muito bem, ela nunca reclama, sempre acolhe a todos.
    Dos poetas e músicos mundialmente conhecidos e dos amigos que vivem de poesia dentro de ônibus, dos vagabundos nas madrugadas do rio vermelho, dos nostálgicos no campo grande.

    Tantas vezes no solar, tomando um vento no rosto, a cabeça meio tonta por conta do álcool.
    Tantas vezes em cajazeiras, com aqueles que posso chamar de amigos.

    Não gosto de delongas, nem ser piegas, mas dessa vez.
    Posso dizer com certa convicção.

    Eu amo meus guetos, meu bares e baladas solitárias,
    adoro a época do carnaval, quando posso rever alguns amigos e lembrar de outros que por mais distantes que estejam são especiais, fodidos como eu.

    Poderia escrever por horas seguidas, mesmo assim não iria conseguir expor 1% da gratidão que sinto por esse pedaço de chão.

    Posso estar a milhares que quilômetros, posso me apaixonar por outros bares, por outros cantos, por outros climas, mas jamais vou tirar de dentro de mim essa cidade, essas pessoas feias de sorrisos amarelos.

    Esse é o meu lado bom, meu lado que sabe agradecer quando se depara com um sentimento legal dentro do meu peito.

    Obrigado, São Salvador.

  2. 1 comentários:

    1. Rah Brasil disse...

      "Posso estar a milhares que quilômetros, posso me apaixonar por outros bares, por outros cantos, por outros climas, mas jamais vou tirar de dentro de mim essa cidade, essas pessoas feias de sorrisos amarelos."
      Posso não ser natural daqui, mas aprendi a amar Salvador como se fosse minha terra mãe!
      Texto muito bem escrito! Parabéns! (:

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    Não venha de trolagem ou posmodernismo, se não eu vou ai e vai dar merda.
    brinks. (L

Quem escreve essa merda?