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  1. Da eterna saudade

    segunda-feira, 13 de abril de 2015


    Morreu hoje o pai dos intelectuais sem voz
    O professor, temido pelos opressores e desconhecidos pelos mais humildes
    13 de Abril, numa manha fria de outono, no extremo sul do continente que ele tanto amou.

    Eduardo Galeano, 74 anos, 48 livros e centenas de publicações.

    O escritor e jornalista não era só um contemplador dos fatos, ele escrevia para os humildes e os afortunados, escrevia para os gays e os homofóbicos, racistas e agredidos, libertadores e oprimidos.

    Eduardo talvez fora o maior narrador na historia das Américas, em seu aclamado livro As veias Abertas da America Latina, disse apenas a verdade.

    Mostrou os "conquistadores" como eles realmente foram, brutais e impiedosos. Bem como os conquistados.

    Na historia das Américas, não houveram mocinhos, nem foras-da-lei. Aqui era e continua sendo a terra a ser conquistada, onde o seu povo é o seu próprio algoz torturador.

    Nós os donos da terra e dos recursos, nos entregamos ao imperialismo em nome da falta de recursos.

    O mundo hoje amanheceu órfão de um insubstituível PAI.

    Este uruguaio de fala mansa e olhos vislumbrados na imensidão, nos deixa um legado.
    Viver um dia de cada vez, ler para curar nossas feridas e escrever para que elas não sejam esquecidas.

    "Ser capaz de olhar o que não se olha, mas merece ser olhado. As pequenas coias, as minusculas coisas de gente anonima, da gente que os intelectuais costumam a desprezar. Esse micro-mundo onde eu acredito que se alimenta a verdadeira grandeza do universo... E ao mesmo tempo ser capaz de contemplar o universo, através do buraco da fechadura, ou seja, a partir das pequenas coisas ser capaz de olhar as grandes, os grandes mistérios da vida. O mistério da dor humana, mas também o mistério da persistência humana nesta mania, às vezes inexplicável de lutar por um mundo que seja a casa de todos e não a casa de pouquinhos e o inferno da maioria... e ouras coisas mais..." - Eduardo Galeano.



Quem escreve essa merda?